Aprenda nesse artigo sobre o funcionamento da telemetria do Windows e as mentiras sobre ela no que diz respeito a privacidade.
O que é telemetria?
A Telemetria é a análise e monitoramento de um determinado software com o envio de dados anônimos para o desenvolvedor desse programa saber se ele está com algum problema. O envio é necessário pois se algum problema com o programa ou aplicativo for detectado, o desenvolvedor pode corrigir o tal problema e lançar uma nova versão do programa com o problema já corrigido, isso sem precisar notificar todos os usuários daquele programa. Também, a telemetria não se limita apenas a análise de vulnerabilidades e erros, mas também a forma com que o usuário interage com o programa - quando digo isso, significa que o desenvolvedor NÃO vai 'bisbilhotar' o que você está fazendo com o programa em si e os dados que você esteja criando ou editando com o programa, mas sim vai analisar a forma em que você usa ele, como por exemplo: funcionalidades que o usuário tenha interesse em usar ou não, recurso que o usuário pereça e que o desenvolvedor possa adicionar, etc.
A telemetria JAMAIS enviará qualquer dado sensível ao desenvolvedor (como seu nome, e-mail, CPF, número de telefone, etc.), pois isso é irrelevante ao desenvolvedor para melhorar o seu produto.
Por fim, a telemetria está em praticamente em todos os dispositivos como celulares ou computadores, pois todas as plataformas e aplicativos usam a telemetria, e praticamente TODAS AS EMPRESAS de software usam telemetria. Ex.: a telemetria está desde o Windows até o Android, passando pelos navegadores, antivírus, e por todas as soluções e produtos de empresas corporativas de T.I como a Oracle, META, Amazon, IBM, Microsoft, Adobe, etc., além de empresas focadas em hardware como a Intel, AMD, NVIDIA, Dell, HP, Samsung, Realtek e até mesmo a empresa de carros autônomos do bilionário Elon Musk, a Tesla, usam a telemetria.
Para pôr em prática o fundamento da telemetria, vamos usar o Windows como exemplo. Suponha que o aplicativo Ferramenta de Captura esteja dando uma falha ao gravar a tela do computador na qual, o som do microfone e do áudio do computador estejam dessincronizados, sendo a falha restrita apenas aos usuários do Windows que usam o idioma japonês, sendo que usuários do Windows de outros idiomas de outros países não apresentam tal erro e como a telemetria detectou essa anomalia do aplicativo apenas aos usuários japoneses, baseada nestas informações importantes, a Microsoft investiga o erro e com a solução encontrada, ela envia a atualização para todos os usuários. Não é à toa que todas as correções do Windows sempre vêm da telemetria, baseados em um número astronômico de configurações de hardware e software disponíveis - e por isso a importância de manter o Windows Update ativado sempre.
Telemetria no Windows e Hardware ID
No Windows, a telemetria analisa e monitora o sistema operacional, seus componentes, aplicações e drivers. A telemetria envia dados para os servidores da Microsoft e com essas informações a Microsoft consegue detectar problemas e gargalos e lançar correções por meio do Windows Update, além de dar uma visão geral do uso do Windows.
Quando um programa trava ou algum driver apresenta algum problema no Windows por exemplo, as informações técnicas envolvidas nesse ambiente são enviadas para a Microsoft analisá-las e muitas das atualizações constantes presentes no Windows 11 existem devido à telemetria recebida pelos bilhões de usuários: de correção de drivers, passando por vulnerabilidades em seus componentes a problemas com o Explorador de Arquivos, tudo é analisado para que bugs e vulnerabilidades sejam corrigidos sem que o usuário precise informá-los à Microsoft. Até mesmo o Windows Server possuí a telemetria, que é CRUCIAL na detecção de problemas críticos.
Como disse no tópico anterior, a telemetria não se limita apenas a detecção de erros e vulnerabilidades, mas também a usuabilidade de funções e no Windows, não é diferente. Exemplo disso foi na época do Windows 7, onde a telemetria descobriu que quase ninguém assistia por DVD, e por esse motivo, tal funcionalidade foi removida do Windows 8.
Embora a Microsoft não tenha interesse nos dados pessoais do usuário (nome, endereço, telefone, CPF, etc.), ela precisa identificar qual é o computador que está enviando os dados da telemetria para que a análise dos problemas seja completa. Para isso, ela utiliza o Hardware ID.
O Hardware ID é um código único que o Windows cria em cada computador, sendo que não existem dois Hardware ID iguais, pois ele é criado utilizando informações únicas, como por exemplo o número de série da placa-mãe, da memória RAM, do chipset, da placa de rede, e de vários outros componentes instalados no computador.
Mesmo que haja dois computadores com as mesmíssimas configurações de hardware e software, eles não terão o mesmo código Hardware ID. Desta maneira, dois modelos idênticos de computador, ou seja, que têm a mesma configuração de hardware, terão Hardware ID totalmente diferentes. Isso acontece pois o número de série de cada componente de hardware é único, e com isso o Hardware ID também será único.
Exemplo prático: bug na Ferramenta de Captura em um laptop ASUS ROG Strix G17 com uma placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 3050 TI e Windows 11 no idioma japonês
Vamos supor que você tenha um notebook da ASUS ROG Strix G17 e o Hardware ID dele seja 415535. Com isso, toda vez que a telemetria do Windows 11 deste notebook enviar dados para os servidores da Microsoft, a Microsoft sabe que essa telemetria veio do computador que tem o Hardware ID 415535.
Lembra do exemplo da Ferramenta de Captura, onde os usuários do idioma japonês tinham um problema com aplicativo durante a gravação de tela e o áudio ficava fora de sincronia? Pois bem, usando esse exemplo, suponha que o problema esteja restrito apenas a quem usa um determinado modelo de placa de vídeo, que no caso, é uma NVIDIA GeForce RTX 3050 TI.
E como esse notebook tem esse modelo de placa de vídeo em questão, imagine que quase todos os usuários japoneses do Windows 11 tenham vivenciado tal problema e como a quantidade de notebooks com este problema está aumentando cada dia mais, entra em ação o sistema de inteligência artificial que investiga automaticamente os dados da telemetria do Windows.
Pouco tempo depois, ele identifica que todos os computadores ASUS ROG Strix G17 igual a esse que tem a placa de vídeo GeForce RTX 3050 TI e que estão rodando com a versão mais nova do driver da NVIDIA estão com esse problema, enquanto notebooks iguais a este, com a mesma configuração de software e hardware e com a mesma placa de vídeo, mas com uma versão anterior deste driver não têm problema algum.
Assim que o problema é confirmado, a Microsoft publica um artigo na página de suporte do Windows 11 informando que existe uma falha no aplicativo de captura de tela do Windows para os usuários que usem o driver mais recente da NVIDIA e que se restringe apenas ao idioma japonês e também que aparece somente para os usuários do ASUS ROG Strix G17 com placas de vídeo GeForce RTX 3050 TI, sugerindo nesse caso a instalação de um driver mais antigo para evitar problemas.
Ao mesmo tempo, a Microsoft informará à NVIDIA sobre esse bug, possibilitando que ela análise e corrija esse erro e disponibilize uma versão mais nova do driver que funcione corretamente e todos os usuários japoneses do ASUS ROG Strix G17 que atualizassem o driver, o bug da ferramenta de captura cessará e todos sairão ganhando em troca de um S.O. estável e sem bugs. Veja resumidamente o exemplo na imagem abaixo:
E o que aconteceria se esses usuários do ASUS ROG Strix G17 com problema estivessem com a telemetria do Windows 11 desabilitada? Simples: eles apenas impediriam que a própria Microsoft pudesse ajudá-los, sem ganhar absolutamente NADA em troca dessa burrice!
Por isso que a telemetria é crucial para ajudar a Microsoft e o próprio usuário (você) ter um sistema operacional estável e confiável, e que nenhuma informação pessoal do usuário é necessária para isso: a telemetria precisa apenas do Hardware ID e de algumas informações do computador.
O mesmo acontece quando a telemetria ajuda a melhorar alguma funcionalidade do Windows: ela permite, por exemplo, ela ajuda a definir quais opções serão exibidas no menu de contexto que aparece quando você clica com o botão direito do mouse em cima de um arquivo no Windows, porque o ideal é que ali tenha os links mais clicados pelos usuários quando eles precisarem de algum recurso mais eficiente.
É por isso que a telemetria precisar estar sempre ativada no Windows: sem ela, quem sai perdendo são justamente os próprios usuários, pois a Microsoft não receberá informações importantes sobre bugs, falhas, vulnerabilidades e problemas relacionados aos seus componentes internos.
Quais dados são coletados pela telemetria?
A telemetria do Windows coleta três informações importantes:
- Dados de uso: como os usuários interagem com o sistema operacional, como quais aplicativos são usados com mais frequência, quais recursos do sistema são mais utilizados e como os usuários navegam pelo sistema operacional;
- Informações sobre desempenho: tempos de inicialização, uso da CPU, memória e disco, e tempo de resposta do sistema;
- Erros e falhas: além dessas informações, incluí mensagens de erro, códigos de erro e informações técnicas o momento em que ocorreu o erro.
Isso permite que a Microsoft identifique e corrija problemas de segurança e desempenho, melhore a compatibilidade dos aplicativos e hardware, desenvolva novos recursos e atualizações para o Windows, e personalize a experiência do usuário com base nos hábitos e preferências de uso dele.
A Telemetria do Windows depende do serviço Experiências do Usuário Conectado e Telemetria (DiagTrack) e dos três serviços de manutenção do sistema da pasta Diagnosis no Agendador de Tarefas.
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| O serviço de telemetria não consome nada de CPU e disco, sendo usado quando o computador estiver inativo de atividades importantes |
E como já disse antes, a telemetria JAMAIS enviará qualquer dado sigiloso no seu computador, seja o histórico de pesquisa, imagens de fotografias de suas viagens, músicas favoritas, documentos sigilosos, etc., e esses itens são inúteis a Microsoft melhorar o Windows, pois o foco é melhorar operacionalmente o sistema e sua arquitetura, isso independe da quantidade de dados que você possuir ou não. Da mesma maneira que seria inútil a Mercedes-Benz te monitorar todos os lugares que você frequenta, pois isso não teria benefício algum na melhoria mecânica do automóvel, pois o que importa a montadora é a manutenção do veículo e não os locais frequentados pelo motorista.
Como exibir as configurações de telemetria do Windows?
Para acessar as configurações e a exibição dos dados da telemetria do Windows, acesse Configurações > Privacidade e Segurança > Diagnóstico e comentários e ativar a opção Ativar o Visualizador de Dados de Diagnóstico.
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| Ativando a opção de visualização de dados de diagnóstico |
Ao ativar, irá ser requisitado baixar o aplicativo Visualizador de Dados de Diagnóstico, para ser possível a visualização dos dados da telemetria.
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| Aplicativo para visualização de dados da telemetria disponível apenas na Microsoft Store |
Ao abrir o programa, você pode visualizar informações relacionadas aos dados de diagnóstico e também problemas reportados por outros programas em execução no Windows.
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| O visualizador permite exibir todos os dados da telemetria do Windows |
Informações adicionais sobre a telemetria do Windows
1 - Uso alto de CPU e disco: o consumo de CPU e disco da Telemetria do Windows é irrisório. Quando a Telemetria está utilizando muita CPU ou disco, isso pode indicar arquivos corrompidos no Windows. Nesse caso ela tenta salvar um arquivo que tem poucos KB, mas não consegue fazer isso por causa de arquivos ou setores corrompidos no disco rígido.
A solução no caso é corrigir os arquivos do Windows usando os comandos CHKDSK, SFC e DISM, conforme detalho nesse artigo.
2 - Envio de dados de telemetria aos servidores da Microsoft: o envio de dados de telemetria aos servidores da Microsoft acontece a cada 15 minutos se o computador estiver ligado na tomada ou a cada 4 horas se ele estiver usando bateria. Antes de fazer isso, o Windows monitora o uso da CPU, bateria e tráfego na rede para garantir que o envio não vai atrapalhar em nada o usuário.
Se o computador estiver sendo utilizado, o envio é adiado. Por causa disso que a telemetria não afeta EM NADA o desempenho do Windows.
3 - Segurança no envio de dados: a telemetria do Windows criptografa os arquivos que serão enviados para garantir a segurança e a inviolabilidade dos dados ali contidos.
4 - Telemetria no Windows 11: a Microsoft simplificou a denominação dos níveis, reduzindo para apenas três, sendo eles:
Enviar dados de diagnóstico desativado: está disponível somente no Windows Server, Windows Enterprise, Enterprise LTSB, Education e o IoT. Nesse caso os servidores de telemetria da Microsoft não receberão nenhuma informação.
Essa opção é focada no mercado corporativo, pois a transmissão de qualquer tipo de informação da estação de trabalho de uma corporação ou órgão governamental é muito mais sensível e sujeita às suas políticas internas.
Enviar dados de diagnóstico necessários: inclui informações de segurança, como por exemplo quando uma atualização do Windows não consegue ser instalada ou quando há algum problema com o Windows Defender, além de informações básicas sobre o Windows e hardware, uso da CPU e memória RAM, informações dos drivers e apps.
Esse é o nível mínimo de telemetria necessária para que a Microsoft seja informada quando houver algum problema de driver, como no exemplo da Ferramenta de Captura, idioma japonês e o driver de vídeo da NVIDIA que falei nos tópicos acima. Com esse nível habilitado a telemetria envia entre 110 e 160 KB de dados por dia para os servidores de telemetria da Microsoft.
Enviar dados de diagnóstico opcionais: inclui as informações do nível anterior, além das Aplicações Modernas que vêm com o Windows 11, e também eventos relacionados à usabilidade do Windows. Esse é o nível de telemetria que permite que a Microsoft melhore as funcionalidades do Windows, e com esse nível habilitado a telemetria envia entre 240 e 350 KB de dados por dia para os servidores de telemetria da Microsoft.
Para acessar essas opções no Editor de Político de Grupo do Windows 11, tecle Win + R e digite gpedit.msc e ao abrir o GPO, acesse Configuração do computador > Modelos Administrativos > Componentes do Windows > Coleta de dados e Compilações de Visualização > Permitir Dados de Diagnóstico.
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| As opções da GPO em relação a telemetria estão disponíveis a partir da edição Pro do Windows e a sua desativação é inválida, sendo possível apenas na versão Enterprise |
Diferentes edições do Windows têm diferentes controles de telemetria. Como as edições Home e Pro do Windows são para uso doméstico e a Microsoft quer garantir que a segurança básica do Windows esteja funcionando perfeitamente, não é possível desabilitar o nível de Dados de Diagnóstico, ou seja, mesmo que você tente desabilitar todas as telemetrias, do serviço ou até mesmo via Política de Grupo, ela continuará funcionando.
O envio dos arquivos de telemetria do Windows independe da configuração de servidor DNS e do arquivo hosts do Windows para bloqueá-la. Além disso, não é possível bloquear por completo a telemetria via firewall e essas medidas garantem que a Microsoft receba a telemetria do usuário mesmo que haja algum problema ou bug de rede ou firewall que impeça isso.
Informações técnicas da telemetria via Microsoft
A dona do Windows, a Microsoft, tem artigos detalhados com todas as informações sobre a telemetria, incluindo um longo artigo com a lista de informações obtidas pela telemetria. São eles:
• Artigo da Microsoft sobre Telemetria nas empresas;
• Documento da Microsoft com detalhes das informações obtidas pela Telemetria no Windows 11.
Origem da lenda urbana da privacidade invasiva do Windows
Toda essa paranoia absurda sobre a privacidade no Windows começou em 2015 quando o blog AENews da República Tcheca, que é um blog político que defende a "resistência contra a nova Europa" e que não tem nenhum foco em qualquer área da tecnologia ou segurança digital, publicou um artigo de como o Windows 10 (à época da publicação) "roubava dados".
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| Site AENews postou a maior bobagem sobre o Windows 10, publicado por um jornalista que sequer domina o sistema operacional |
Obviamente, esta notícia era falsa (uma Fake News) postada por esse blog desconhecido. Ainda segundo o artigo, alegava-se que o Windows 10 enviava a cada 5 minutos para a Microsoft tudo que você digita, a webcam enviava arquivos para a Microsoft assim que ela é ligada, todos os nomes de filmes do PC são enviados para a Microsoft, tudo que você fala no microfone também é enviado para a Microsoft, entre outros falácias alarmistas e mentirosas.
O artigo tcheco também publicou uma lista "assombrosa" de mais de 100 domínios que são acessados pelo Windows 10, na qual o autor do artigo comprova que ele não entende nada sobre o funcionamento desse sistema operacional - e muito menos sobre os domínios listados. Vejamos alguns exemplos:
◆ msn.com: é a rede de conteúdo da Microsoft, necessária para atualizar o Live Tiles e as notícias que aparecem no Edge;
◆ telemetry.microsoft.com: é o principal domínio de telemetria da Microsoft;
◆ vortex.data.microsoft.com: domínio utilizado pelo aplicativo OneDrive;
◆ oca.telemetry.microsoft.com: domínio utilizado para o envio dos dumps de memória quando há algum problema no Windows. O domínio inicial OCA significa: Online Crash Analysis (Análise Online de Travamento);
◆ update.microsoft.com.akadns.net: é um dos domínios da CDN da Akamai de onde os arquivos do Windows Update que são baixados, pois eles não são baixados direto dos servidores da Microsoft por causa do tráfego absurdo exigido para atualizar meio bilhão de computadores;
◆ feedback.windows.com: domínio relacionado às sugestões dos usuários para melhorar o Windows;
◆ msecnd.net: é um dos domínios utilizados pela CDN do Azure para baixar imagens de temas e tela de bloqueio do Windows 10/11;
◆ watson.microsoft.com: domínio utilizado no envio de dados de telemetria relacionados a travamentos no sistema operacional;
◆ trustedsource.org: site de análise de reputação de e-mail (pertencente à McAfee) que é automaticamente acessado quando há algum tráfego de e-mails, via Outlook;
◆ etecétera.
O amadorismo do autor nesse assunto é tão evidente que ele misturou domínios da GoDaddy, Verizon e Appnexus, pois esses domínios estão relacionados a algum banner ou propaganda que apareceu no teste desse autor, sendo que não tinha nada a ver com o Windows ou a Microsoft em si. Por fim, tudo que esse artigo alegava sobre o roubo de dados do Windows 10 é pura estupidez e incompetência e todas as afirmações de "roubo de dados" que o site tcheco alega são completamente falsas.
Logicamente, a falta de bom senso de jornalistas de tecnologia que não tem nenhum conhecimento técnico sobre o Windows resultou no pior cenário possível: espalhando a notícia falsa sobre o roubo de dados do Windows 10, sem ao menos checar se aquilo era verdadeiro ou não.
Análise e teste da Ars Technina desmente "na cara" o artigo mentiroso sobre a privacidade do Windows 10
O site Ars Technica fez um teste diante da repercussão sobre o Windows 10, e o que ele encontrou foi nada de alarmante no Windows, sendo que na análise, foi utilizado o Windows 10 Technical Preview, que foi uma versão de testes disponibilizada muito antes da versão final do Windows 10 e que tinha por padrão todo tipo de telemetria habilitado e a obtenção de dados para que a Microsoft analisasse o funcionamento do Windows, sendo que tudo isso tudo foi removido na versão final do Windows 10. As informações do teste foram as seguintes:
1. As palavras digitadas no Bing são enviadas para um servidor da Microsoft - algo que o Google também faz, pois ambos são um site de pesquisa e precisam exibir palavras e termos relacionados para sugerir e mostrar a pesquisa desejada (ou não) pelo usuário;
2. Ao se conectar via rede, o Windows acessa dois arquivos NCSI.txt de duas URLs distintas (www.msftncsi.com/ncsi.txt e ipv6.msftncsi.com/ncsi.txt), que servem para saber se o Windows está acessando a internet ou não. O termo NCSI significa: Network Connection Status Indicator ou Indicador de Status de Conexão de Rede;
3. Windows 10 recebe informações do site MSN, que é necessário para os Live Tiles e para as notícias que aparecem no Edge;
4. De tempos em tempos, o Windows envia dados para um servidor em ssw.live.com, que é o servidor utilizado para login no OneDrive e outros serviços Microsoft;
5. Ao desabilitar a telemetria, o Windows 10 continua enviando dados de telemetria para os servidores da Microsoft - algo que não é nenhuma novidade, conforme citei as nos tópicos anteriores. Se você precisa desabilitar a telemetria completamente, é necessário o uso da edição Enterprise do Windows que irá permitir a sua desativação, como detalhei a pouco.
Como pode ver, o funcionamento da telemetria é IMPORTANTÍSSIMA para a Microsoft melhorar o sistema operacional, e ao contrário de muitos Youtubers e autores de dicas tech, o Windows NÃO COLETA qualquer dado do usuário e isso é inútil para melhorar e aprimorar a arquitetura do sistema.







