Saiba nesse artigo como você pode despistar o uso de I.A em seus textos gerados por ela.
Como funciona a detecção de I.A no texto?
Antes de abordar, é importante que você saiba o que acontece nesse cenário de caos aos estudantes que fazem 'copia-e-cola' sobre qualquer assunto.
A Google desenvolveu no final de 2024 uma tecnologia chamada SynthID através do Google DeepMind, que permite colocar marcas d'água dentro de imagens, áudios, vídeos e principalmente textos, além de identificar o conteúdo gerado por I.A de cada tipo de conteúdo de arquivo criado por ela. Ao invés de inserir caracteres especiais dentro do texto (isso seria muito caro), essa técnica ajusta silenciosamente as probabilidades de escolha de cada token, começando pela implantação da amostragem Top-K/Top-P, seguindo um padrão pseudoaleatório conhecido pela chave de marca d'água, sem afetar a qualidade e a coerência do texto.
O SynthID Text é um processador de logits, aplicado ao pipeline de geração do modelo após Top-K e Top-P, que aumenta os logits do modelo usando uma função g pseudoaleatória para codificar informações de marca d'água de uma maneira que ajude a determinar se o texto foi gerado pelo modelo, sem afetar significativamente a qualidade do texto.
Isso significa que não são códigos aplicados ali, mas resquícios de formatação do texto, onde permite visualizar onde há quebras invisíveis, HTML mal escaneado ou camadas de estilo, mas não revelam em si qual modelo de linguagem foi usado no texto criado.
A detecção
Para saber se um texto foi gerado por um modelo com o SynthID, é preciso ter acesso à chave ou a configuração do watermark. Além disso, é executado um detector probabilístico específico para esse cenário (disponível na biblioteca Hugging Face Transformers ou API SynthID no GitHub)
Nenhuma ferramenta é capaz de escanear caracteres de largura zero ou códigos invisíveis (como Invisible Characters), que em teoria, pode detectar esse tipo de marca. Ela opera em nível de distribuição de tokens, mas não de caracteres.
Porém, nem todas as I.As usam essa técnica, sendo o ChatGPT, GPT-4, Bard e a maioria dos LLMs públicos não incluem a watermarking embutido por padrão.
Como burlar o watermarking e reescrever o texto, fugindo da detecção de I.A
Fechado o assunto, você pode usar o serviço CleanPaste que limpa os tokens de watermark dessas I.As, onde tudo será apagado, mas sem comprometer com o texto original.
E caso algum professor use uma ferramenta como o Plagiarisma para detectar plágio, para evitar essa dor de cabeça sugiro o uso da ferramenta Paraphrasing Tool da QuillBot que reescreve o texto para não deixar rastro algum de I.A.
